A arena do Acampamento.

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A arena do Acampamento.

Mensagem por Hipnos em Qua Out 08, 2014 8:52 pm



Arena

Uma construção bastante ampla cercada pela floresta. Trata-se de uma grande clareira construída de mármore branco e pedras. Várias alas são distribuídas e abertas aos campistas – com armas a disposição – para que treinem as devidas modalidades necessárias.

Ao redor da grande arena há uma espécie de arquibancada, para, durante os torneios os outros semideuses – que não estiverem em combate – possam assistir juntamente com Quíron e Sr. D.

Os monstros da arena são infinitos e ficam a escolha e criatividade de cada um assim como os bonecos e os alvos, que podem funcionar de maneira livre e a vontade. As armas que temos disponíveis são armas comuns e sem grandes efeitos.

Horários:

03:00 às 05:00 – Treino da madrugada: Combate a monstros.
06:00 às 08:00 – Treino matinal: Tiro ao alvo.
09:00 às 11:00 – Treino da hora do almoço: Curto combate, contra bonecos.

13:00 às 15:00 – Treino da tarde: Escalada.
16:00 às 18:00 – Treino da boca da noite: Saída de labirinto.
19:00 às 21:00 – Treino noturno: Contra um semideus – NPC (Sem mortes)



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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Norman Kwartes em Dom Out 19, 2014 4:09 pm

Arena, treino noturno; 19h  às 21h


Meus músculos se retesaram e eu comecei uma sequência de flexões. Fiz duas, três, quatro vezes a mesma rodada de cem flexões, junto com a mesma quantidade de abdominais e polichinelos dentro do dormitório masculino de meu chalé. Os garotos que passavam por lá me olhavam com espanto.

Não, eu não pretendia ser fisiculturista ou coisa do tipo. Era uma mania que eu tinha. Todas as vezes que eu sofria um trauma psicológico, me isolava e fazia exercícios até cansar. Para minha sorte, meu corpo sentiu a exaustão mais cedo do que eu imaginava e eu parei de me torturar com tantos exercícios.

Apanhei minha espada, meu chicote e minha faca. Prendi os cabelos compridos e ouvi um ganido perto de mim. Era Nicholas, meu mais novo companheiro. Nick era um cachorro branco, com 1,65 de altura e um equilibrado peso de 40 quilos. Seus olhos vermelhos estavam foscos e ele roçava seu pelo sedoso em minha perna.

— O que foi, amigão? — sorri ao chamá-lo disso. Ele era o primeiro amigo que eu tinha desde que entrei no acampamento. Nick esfregou o focinho em meu braço esquerdo. — Acha que eu faço muitos exercícios? Bom, prometo que vou parar com esses exageros. Quer dar uma volta comigo pelo acampamento?

O cão latiu e me fez sorrir. Um semideus que passava praguejou em grego quando ouviu Nick latir. Quando meu companheiro fazia isso, irritava semideuses e monstros, por ser um cão-fantasma. Eu era o único que não me importava com isso. acariciei o pelo quase transparente de meu amigo e arrumei a coleira com uma caveira de ouro no centro.

Levei meu cachorro até a arena do acampamento, ou melhor, ele me levou. O animal corria na minha frente e eu me esforçava para segui-lo. Quando finalmente cheguei no lugar onde Nicholas parou, arregalei os olhos para o tamanho da construção. Era uma verdadeira arena dos tempos antigos, com arquibancadas ao redor de um campo de areia cheio de obstáculos e atividades.

Muitos semideuses estavam indo embora. Quando olhei para o céu, vi que já era noite, e que eu me superei no tempo dos exercícios no chalé. Arrumei minha calça jeans e meu colete preto. Naquela ocasião, eu preferi não usar uma camisa, estava com muito calor para isso. Nick latiu para mim e eu passei a mão entre suas orelhas.

— Você fica aqui — o animal baixou as orelhas e fungou. — Prometo que volto para te levar ao chalé, garoto. Deseje-me sorte!

Nicholas latiu uma última vez e balançou seu rabo branco. Sorri e me virei para a arena, andando na direção de um grupo de semideuses. Eles estavam formando duplas para lutarem entre si. Um rapaz de cabelos ruivos e olhos extremamente azuis estava sozinho e me encarou.

— Quer... lutar? — sua voz era fina. Dei uma gargalhada e lembrei que a maioria dos campistas ainda era jovem, e alguns ainda passavam pela puberdade, onde a voz fica super esquisita. Felizmente meu momento já chegara e assim como meus músculos, minha voz se desenvolveu.

— Claro! — fiz minha voz ecoar pelo local e me diverti quando vi o rapaz se encolher de susto. - Vamos, não sou nenhum lobo-mau. Quero testar minhas habilidades com essa bela espada.

O menino engoliu e observei seu pomo-de-adão subir e descer. Ao menos isso ele tinha. Sua expressão amedrontada se transformou em séria e eu praguejei. Era um filho de Eos, a deusa da manhã. Por isso estava tão inseguro com o combate à noite. Resolvi facilitar para ele. Não seria legal uma massa de músculos esmagar o peito frágil do rapaz.

Fiz uma reverência respeitosa e a luta começou. O menino lutava bem, eu tinha que admitir. Suas calças azuis e sua camisa branca contrastavam com o ambiente escuro. Meus movimentos começaram lentos, pois eu sabia muito pouco sobre combates com espadas. Com o passar do tempo a luta ganhou ritmo. Eu dava estocadas de maneira precisa e muito rápida.

O rapaz fazia de tudo para revidar. Sua persistência me impressionava, assim como sua técnica de ataque. Por quatro ou cinco vezes, Garret, o menino, conseguira virar o combate a seu favor. Algumas meninas assistiam ao combate. Quando meu oponente se aproveitou de um ponto cego e arrancou dois botões de meu colete, elas suspiraram de desejo ao verem parte de meu peito exposto e suado.

Tudo estava indo muito bem para os dois lados. Eu havia pegado o ritmo da luta e Garret aprendera tanto a se defender de meus golpes pesados quanto a aproveitar brechas que eu esqueci de cobrir. Mas eu precisava terminar aquilo, pois já estava com os músculos cansados do esforço que fiz mais cedo e cumulativamente do combate que ainda rolava.

Vi que Garret queria o mesmo, mas da maneira dele. Aproveitei que uma gota de suor caiu de seu rosto e distraiu o rapaz quando refletiu a luz da lua que já estava alta e encostei minha espada em seu ombro. Imediatamente toda a alegria do menino reduziu-se a pó e a uma expressão de desespero. Era o efeito que minha arma causava nas pessoas.

— Vamos acabar com isso? — coloquei minha espada em seu pescoço. Ele começou a suar ainda mais quando sentiu o metal frio em sua garganta. Meu colete já estava totalmente aberto e meu peito arfava. ele pronunciou a desistência e caiu no chão.

Ajudei o rapaz a se levantar e nós dois seguimos para fora da arena onde um clube de meninas histéricas e meu cachorro me esperavam. As garotas vibraram ao me ver de peito nu e eu sorri para elas. Nick latiu e fez todas se calarem. acariciei meu cachorro e disse:

— Querem comemorar? — perguntei às meninas. — Façam isso com o Garret aqui. Ele que foi o responsável por meu colete e por boa parte do meu cansaço. — me virei para o menino ruivo de olhos arregalados. — Vamos garoto, são todas suas.

Ri e deixei Nicholas me guiar até meu chalé. Aquele dia foi sem nenhuma dúvida, memorável. Não me importava que todas as garotas do universos se derretessem por mim, pois nenhuma merecia minha atenção. Gostaria apenas de fazer boas amizades. Entrei no banheiro do dormitório, liguei o chuveiro e tomei um banho tão quente que minha pele morena ficou avermelhada.

O banho fez meus músculos ficarem menos tensos e minha mente menos turva. me enrolei na toalha cinza que um meio-irmão me emprestara e me vesti. Para dormir, eu usava a mesma coisa que antes de chegar ao acampamento: Apenas uma calça folgada de cor escura. Não senti frio no tronco, por isso não quis colocar um agasalho ou mesmo uma camisa leve. Deitei em minha cama e apaguei, pensado apenas em como minha querida família estava se virando sem mim.
Armas usadas e mencionadas:
– Faca De bronze: Uma faca comum que pode ser capaz de ferir tanto mortais quanto criaturas mágicas. ~não usada, dentro do coldre da calça do lado direito

— Ghost/ Espada : Espada de lâmina negra com um fantasma esculpido em pedra de turmalina. Ajuda no combate direto em lutas. A pessoa que for atingida sentirá o medo predatório das almas assim como a divindade fazia nos tempos de terra. [Presente de reclamação de Melinoe] ~ usada, na mão esquerda

— Apito Avejão : Apito feito com bronze celestial, no assovio dos filhos de Melinoe invoca diretamente do Tártaro uma alma agoniada para ajuda-la, porém a alma só obedecerá o filho de Melinoe. A pessoa que for atingida por esta alma pode perder até 12% de seu HP. Pode ser ativado três vezes em tramas e uma vez em lutas ou treinos. [Presente de Reclamação de Melinoe] ~ não mencionado, mas guardado no bolso direito da calça

— Açoite :Um açoite totalmente negro com três pontas. Cada ponta contém dentes afiados que nem as de um javali e pode esticar-se na demanda do possuidor (somente o filho da divindade). A sucção do açoite permite o filho sugar os pedaços da alma do inimigo assim deixando ele lendo com movimentos mais bruscos. Pode também retirar 50% da alma de monstros (apenas em 2 turnos) o ataque não intervém ao físico, mas sim ao espírito. [Presente de Reclamação de Melinoe] ~ pendurado do lado esquerdo, no cinto da calça

Mascote:
— Cão Fantasma : Mascote do filho de Melinoe ele pode, atravessar objetos pequenos como uma cadeira ou mesa. Tem os olhos vermelhos e o pelo muito branco que chega a ser o transparente. O latido em si conturba os ouvidos de seres normais ou até divinos. Possui uma coleira com o simbolo de uma caveira pintado a ouro. Seu tamanho é de 1,25 m à 1,65 m de comprimento, e pesam entre 30 e 90 kg. Nome: Nicholas
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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Hades em Dom Out 19, 2014 4:49 pm



Avaliação

Seu post de treino ficou ótimo. Só encontrei 2 erros que foram mais questão de opinião: A grande quantidade de parágrafos, que ao meu ver foi desnecessário, e pouca quantidade de atos de luta. Mas seu treino está ótimo. Parabéns!

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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Jason P. Bennett em Sex Out 24, 2014 7:40 pm

Naquela manhã eu estava sentado à sombra de uma arvore, olhando para o lago e refletindo sobre tudo o que eu já fizera aqui no Acampamento Meio-Sangue. O dia estava claro e havia uma leve brisa fresca passando por entre as folhas das arvores e das plantas. Desembainhei minha faca e fiquei olhando para sua lamina brilhante. De repente me lembrei que haveria treino de combate aos monstros daqui a pouco. Levantei-me e caminhei em direção a arena.

Ao chegar ao meu destino, encontrei dois campistas parados no meio da arena. Caminhei até eles para me enturmar.

- Bom dia – disse um deles – eu sou Jack, filho de Hefesto. Veio treinar conosco?

- Sou Luiz, filho de Hécate. E sim, eu vim treinar.

- Okay, esse é...

- Jamie, filho de Hefesto também – interrompeu o outro campista.

Quíron entrou na arena e veio na nossa direção.

- Estão prontos? Irei soltar os monstros!

Assentimos e Quíron cumpriu o que havia dito. Três monstros saíram, pude ver que eram três dracaenae uma para cada um de nós. Elas se separaram, obrigando-nos a fazer o mesmo. Corri em direção do meu alvo. Ela estava armada de espada e escudo. Eu saquei a minha arma preferida ou melhor dizendo minha única arma, com a faca de bronze celestial na mão direita. Ao me aproximar a dracaenae desferiu um golpe vertical com a espada. Eu o repeli com a faca jogando a lâmina para o lado e desferi um golpe horizontal com a faca na altura de seu ombro. Ela se esquivou para a direita e lançou seu escudo em minha direção dando uma de Capitão América. Me abaixei e senti o escudo raspando levemente em meu capuz.

A dracaenae tinha feito a pior coisa que podia fazer, ela abriu mão do seu escudo e empunhou sua espada com as duas mãos. Ela avançou na minha direção a toda velocidade e me atacou com uma estocada. Me esquivei para a esquerda e ela passou por mim desequilibrada pelo ataque mal sucedido. Chutei suas costas e ela foi ao chão. A dracaenae se levantou ainda não compreendendo o que aconteceu e se virou para me atacar novamente. Ela avançou e atacou com um golpe vertical novamente. Eu ergui a lâmina da minha arma, bloqueando o seu golpe. Levantei a lâmina, deslizei minha faca e desferi um golpe, perfurando ferozmente o peito da minha oponente, que caiu no chão se contorcendo e se desfazendo em pó.

Meus companheiros tinham acabado com seus inimigos também, cada um deles empunhava um grande machado de batalha. Quíron estava impressionado com o que havíamos feito e decidiu soltar um monstro mais forte para nós, um lestrigão. Quando o monstro saiu dos portões da arena nós levamos um tremendo choque. Ele era grande, devia ter uns dois metros e meio de altura. Era forte e musculoso. Tinha uma barba grande e suja de comida e usava como arma uma maça cheia de espinhos.

- Caraça, ele é grande! – disse Jamie. – Quanto maior o tamanho, maior a queda!

- Vamos cercá-lo! – gritou Jack.

Assentimos e corremos até o gigante. Os filhos de Hefesto correram na frente e começaram a lutar com ele. Descreviam golpes por todos os lados com seus machados brilhantes, mas o gigante sempre achava um meio de bloquear. Eu estava estudando a batalha enquanto ia até o alvo e percebi que atacar por trás iria ser a melhor forma. O lestrigão acertou um golpe de maça em Jack, lançando-o a uns quatro metros de distancia. Jamie por sua vez correu para ajudar o irmão. E eu fiquei sozinho atrás do gigante que percebeu minha presença rapidamente. Todo o meu plano foi por água abaixo. Me afastei a tempo de escapar do golpe, o gigante desferiu um golpe vertical com a maça que teria me esmagado se eu não tivesse me afastado. Recuei o máximo que pude até encostar na parede. O monstro desferiu um golpe na horizontal. Me abaixei e rolei para a direita. Corri até Jamie sendo perseguido pelo gigante.

- Preciso de ajuda aqui! Ainda não consigo matar um lestrigão sozinho! – gritei para ele.

Jamie se levantou e foi em direção ao monstro. Aquilo era suicídio, mas já era tarde para pará-lo. Corri para ajudá-lo. Saltei sobre ele e consegui salva-lo no ultimo instante. Quando aterrissamos o lugar onde Jamie estava era um buraco bem grande, feito pela maça. O gigante veio em nossa direção para mais um ataque mortal, quando de repente um machado brilhante de duas laminas de Jack se projetou com um baque na axila esquerda do monstro.

Aquele machado havia penetrado bem, cortando o tecido, a carne, os tendões e talvez o osso também. O lestrigão urrou de dor e soltou sua arma a fim de tentar retirar o machado que estava cravado em sua axila. Jamie se levantou e avançou em direção do monstro. Eu fiz o mesmo. Jamie deu uma trombada no monstro que caiu no chão. Saltei sobre o monstro e aterrissei em seu peito, cravando a lâmina em seu pescoço. O monstro se desfez em pó lentamente.

- Terminamos! – gritou Jamie.

- Pensei que não iríamos conseguir. – disse eu ofegante.

- Querem mais? – gritou Quíron.

- Não obrigado – disse Jack.

Nós assentimos.

- Então estão dispensados, podem ir descansar.

Deixamos a arena conversando sobre o treino e fomos descansar.

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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por  em Sab Out 25, 2014 1:24 pm



Avaliação




1. Ortografia

Bom, Luiz, não achei muitos erros. Só algumas coisas de digitação que podem sempre passar por uma revisão antes da postagem.



Nota: 9

2. Coerência/Coesão

Acho que esse foi o tópico que mais problemas surgiram. Sua narrativa ficou boa, de verdade. Mas o texto foi um pouco confuso e corrido, embora todos os detalhes necessários das lutas contribuíram para sua excelente escrita.

Um toque que eu preciso te dar (dois, na realidade): Quando você for detalhar as coisas, como a ida de Quíron a algum lugar para pegar supostas jaulas e liberar os monstros, faça-o, por favor. A aparição das dracaenas ficou muito vaga e isso conta vários pontos negativos.

Outra questão foi a do lestrigão. Achei interessante a inclusão de um monstro relativamente difícil de ser derrotado numa postagem de um campista iniciante. Tome muito cuidado com a coerência. Por mais que os NPC's que você citou tenham te ajudado(uma coisa que eu nem entendi, pelo fato dos dois estarem derrotados e você resolver subir em cima de um monstro potencialmente perigoso), você precisa trabalhar os furos de narração do seu texto.



Nota: 7

3. Tema

Narração muito boa, meus parabéns. Gostei dos detalhes colocados em todos os cenários e a falta de algumas explicações não prejudicou muitos aspectos, portanto acho que nenhum desconto precisa ser feito.



Nota: 10

4. Organização

Parágrafos bem descritos e estruturados, um bom caminho para evoluções futuras. Você está minha coleção de campistas que eu ficarei de olho nas postagens, quero que sua atividade aqui melhore bastante, viu?

Nota: 10

Bom, como a média é 20, você tirou 18. Seu ganho foi de 135 XP. Reduções de 10 HP/EP e acréscimo de 100 dracmas.

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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Demetra M. Ardelean em Sex Out 31, 2014 8:09 am


What doesn't kill you makes you stronger...
Amber M. Bennett ♣ Treino das 7h ♣ Arco e Flecha like a Legolas

 
 
 

Treino 1 - Arco e Flecha

O nascer do sol é uma das coisas mais mágicas que existem nesse mundo.

Acordei sobressaltada e olhei para os lados, imaginava estar submersa sem poder respirar com uma enorme serpente me rodeando, mas o alívio veio quando notei que estava em minha cama, em meu chalé, sã e salva. Olhei pela janela e o sol estava morno indicando que não devia ser menos que 9 da manhã, bocejei e fiz um pequeno alongamento ainda sentada na cama, levantei em silêncio e caminhei ao banheiro.
Notei que era cedo demais quando entrei no refeitório e ele estava vazio, tomei meu café rapidamente e caminhei até o píer da praia me sentando graciosamente com os pés na água, o sol nascia sereno no horizonte lançando em minha pele deliciosos raios solares. Peguei um elástico na minha calça e prendi meu cabelo em um rabo de cavalo, olhava distraída para a água, imersa em pensamentos, quando lembrei que precisava treinar e já que não tinha nada para fazer, decidi que seria o momento ideal. Lembrava - me dos avisos que haviam nos dado e a partir da 6h da amanhã o treino deveria ser de arco e flecha, até que não seria mal, mas será que levo jeito? Balancei minha cabeça e caminhei até a arena.
O acampamento – que geralmente sempre era bastante barulhento – estava em um silêncio profundo, mas ao me aproximar da arena consegui distinguir um pequeno zunido, sendo seguido por outros até que cessaram e pude ouvir uma risada baixa. – Tem alguém treinando. – deduzi me repreendendo depois, é lógico que haveria alguém treinando, fechei os olhos e suspirei adentrando a arena. Havia imaginado que teria várias pessoas treinando com o arco, mas havia apenas um semideus com feições elegantes e com uma pele bronzeada portando um arco dourada muito delicado, ele me olhou e deu um sorriso de canto me fazendo corar, ele era extremamente belo sustentado por seus cabelos loiros e seus olhos azuis.
- Posso ajudá-la? – ele disse se aproximando de mim ainda sorrindo, o que me irritou um pouco.
- Acho que sim, estava pensando em treinar com o arco, mas acontece que além de eu não ter um, eu não sei se levo jeito. – eu admiti torcendo um pouco os lábios.
- Bem, acho que sou a pessoa certa para ajuda-la. Sou Zack, filho de Apolo, e você? – ele disse estendendo a mão, que apertei firmemente.
- Sou Amber, prole de Hécate.
- Prazer Amber. – ele disse acenando com a cabeça para mim, como uma reverência. – Bom, eu tenho comigo alguns arcos para iniciantes, me acompanhe, por favor. – ele disse cordialmente e andou até onde estava. Eu o segui e pude notar melhor o ambiente, havia alvos espalhados para todos os lugares e alguns deles continham muitas flechas, talvez que ninguém tenha conseguido tirar.
- Então Amber, arco e flecha não é tão complicado de se aprender, basta apenas ter uma boa mira. – ele disse me entregando um arco menor que o dele, de um prateado reluzente. – tem boa mira?
- Bem, tenho – eu falei meio receosa e ele riu.
- Ok! Primeiramente, posicione suas pernas. A perna direita na frente e a esquerda atrás, segure o arco firmemente e certifique-se que a corda esteja segura e esticada. – Ele disse me mostrando como fazia e faço como ele manda. Ele pegou uma aljava e a passou por minha cabeça deixando a cruzada em meu corpo. Então ele recomeçou. – Pegue uma flecha de sua aljava e posicione a ponta da seta para frente e segure com o indicador e o médio, mire e atire. – ele disse e atirou a flecha que acertou o alvo a poucos centímetros do centro. – Entendeu?- ele disse e eu assenti. – Sua vez. – Ele disse sorrindo e se posicionando atrás de mim. Concentrei-me em tudo o que ele disse e atirei a flecha que passou zunindo bem longe do alvo. Gemi de frustração e levei a mão livre a meu rosto.
- Calma, nem sempre se consegui de primeira, tenta abaixar um pouco o arco. – ele disse abaixando meu arco. Tentei mais uma vez e a flecha se prendeu em uma armadura perto do alvo. Tentei mais vezes e todas as tentativas frustradas, mas ele me incentivava a continuar.
- Isso não vai dar certo, não tenho jeito pra isso. - argumentei o fazendo rir
- Só essa vez, se você não conseguir você desiste, fechado? – ele disse e eu assenti. Mirei no alvo mais uma vez e atirei, mas desta vez a flecha pousou ao lado da dele.
- De novo. – ele disse sorrindo satisfeito. Lancei mais algumas que pousavam no alvo e a minha última flecha, pousou no centro.
- Parabéns Amber, o truque é manter a calma. Queria poder ficar aqui o dia inteiro com você treinando, mas infelizmente tenho que fazer outras coisas, foi um prazer te conhecer. – ele disse estendendo a mão novamente e apertei sorrindo abertamente.
- Obrigada – eu disse e ele sorriu de canto
- de nada! bem, até breve – ele disse e saiu, me deixando olhar o meu desempenho.

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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por  em Sab Nov 01, 2014 12:35 pm



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1. Ortografia

Bom, Amber, não achei muitos erros. Só algumas coisas de digitação que podem sempre passar por uma revisão antes da postagem.



Nota: 10

2. Coerência/Coesão

Como eu disse no post anterior, sua postagem foi muito boa, só um erro ou outro de digitação, mas nada gritante. O treino em si foi bem detalhado, mas isso você verá no tópico abaixo


Nota: 10

3. Tema

Narração muito boa, meus parabéns. Gostei dos detalhes colocados em todos os cenários. A interação com o filho de Apolo foi impecável, sério. Nunca fui de praticar arco e flecha, mas as dicas dele foram muito boas.



Nota: 10

4. Organização

Parágrafos bem descritos e estruturados, um bom caminho para evoluções futuras. Você está minha coleção de campistas que eu ficarei de olho nas postagens, quero que sua atividade aqui melhore bastante, viu?

Nota: 10

Bom, como a média é 20, você tirou 20. Seu ganho foi de 150 XP. Reduções de 10 HP/EP e acréscimo de 100 dracmas.

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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Katrina Krityus em Dom Nov 02, 2014 7:59 pm

Arena, treino da hora do almoço; 9h às 11h

O acampamento estava se tornando muito mais interessante do que eu imaginaria. Eu estava acostumada ao conforto e simplicidade de Moscou, mas a Colina Meio-Sangue parecia São Petersburgo em minhas férias, algo realmente bom.

Acordei cedo e fiquei afiando minhas armas durante algumas horas. Depois disso, tomei um banho e decidi que iria até a arena para começar a treinar. Vesti um par de botas pretas, uma calça escura justa, uma blusa branca sem mangas que deixava meu busto um pouco volumoso e um casaco marrom no estilo grilo-falante.

Fui até a arena e observei os campistas treinando em diversos aparatos. Mexi em minha cintura para verificar se minha corrente estava presa e se a espada estava na bainha da forma correta. Andei até uma área um pouco afastada dos círculos de luta em duplas e das partes cheias de gaiolas com monstros.

Vários bonecos de madeira com alvos no peito estava dispostos de forma a parecerem um pequeno exército, talvez para um imperador de madeira que desejasse conquistar aquele local.

- Legal, não é? - uma voz me fez virar e apanhar a faca escondida em minha perna. - Ei, calma! Não vou te machucar?

- Não confio em pessoas que surgem falando " legal, né?" - imitei de maneira forçada o inglês do rapaz que me abordara. Ele era mais ou menos da minha altura, ou seja, mediano e tinha cabelos ruivos que caíam lisos pelos ombros. Seus olhos verdes me fizeram recuar, por lembrar de minha ex-amiga Dyanna.

- Não sou um monstro - ele pareceu ler meus pensamentos. - Apenas reparei em seu interesse pelos bonecos. A maioria dos campistas quer começar os treinos com lutas que envolvem monstros. Você é... diferente.

- Não me importo com o que você acha - esfreguei gelo mentalmente em sua cara, o que parecia ter funcionado, pois sua expressão mudou para surpresa. - Quero apenas treinar.

Quando falei "treinar", ouvi um clique baixo e me virei na direção do som desembainhando minha espada. Um dos bonecos estalou sua mandíbula de madeira e virou sua cabeça na minha direção. Ele revelou uma placa de metal que contornava suas costas, o que me fez recuar um pouco. Todos os outros bonecos repetiram o movimento, e um brilho maligno invadiu as armas de bronze que eles carregavam Espera, eram de bronze? Oh, céus.

O primeiro boneco avançou e eu empurrei o garoto que conversara comigo para poder atacar meu mais novo alvo. Desviei de sua espada e cortei um de seus braços. O ser de madeira emitiu um estalo com sua mandíbula, talvez simulando raiva, e partiu para cima de mim quando seu braço desarmado caiu.

Os outros bonecos começaram a se mover na minha direção e eu usei minha corrente. Várias pernas com placas de metal voaram, mas não todas, pois a corrente era um pouco fraca. Deixei um dos inimigos se aproximar e pulei bem alto. Vi que o "exército" não passava de um grupo de dez bonecos, alguns já apresentavam defeitos e caíam aos poucos.

Desferi um golpe no ar e desci, decepando a cabeça do primeiro boneco que me atacou. Fiz isso com mais dois, sempre me preocupando com as armas que eles carregavam. Quando me distraí um pouco, ouvi um gritinho metálico.

Desviei do que quer que tivesse emitido aquele som com um rolamento  e vi que um dos bonecos estava possuído. Seus olhos não era desenhados na madeira, eram orbes de safira brilhantes e ameaçadores e sua lança brilhava em tons roxos.

O rapaz que até agora me observava partiu para cima do boneco e sacou uma espada e ferro. Com um movimento simples ele atingiu o alvo e a marionete enfeitiçada se despedaçou. Quando olhei ao meu redor, todos os bonecos estavam caídos.

- É... obrigada - dei um sorri forçado para o rapaz.

- Kash - ele respondeu - me chame de Kash, sou filho de Íris, e você?

- Hum, acho que de Hefesto - respondi com o olhar vagando nos olhos hipnotizantes de Kash. A imagem de minha amiga transformada em monstro me fez desviar o olhar e sair correndo da arena, dando o treino por encerrado.

Atitude repentina e estranha? Talvez, mas nunca um garoto fez algo como aquilo que Kash fizera. Sorri ao lembrar da coragem do garoto ao sair correndo para me ajudar. É, talvez confiar em algumas pessoas não fosse uma coisa tão má quanto parecia.

Armas usadas:
– Faca de bronze: Uma faca comum que pode ser capaz de ferir tanto mortais quanto criaturas mágicas.

Iron: Espada de prata abençoada pelo forjador dos deuses e pela divindade da discórdia. Possui um veneno paralizante que atua em 3 turnos em mortais e 2 turnos em monstros e semideuses. Transforma-se em uma caneta prateada quando está inativa

Bifrost: Corrente de 3m feita de aço e bronze que imobiliza e congela o inimigo, além de causar dano dobrado se o alvo for um semideus. Existem espinhos em todos os elos da arma e um gancho de prata nas duas extremidades, que além do congelamento causam ferimentos graves somente no inimigo.

Poderes usados:

Nível 1:

Perícia com armas iniciante: Por geralmente ter mais força do que agilidade, os filhos de Hefesto tem facilidade em usar armas. Martelos, machados e marretas são suas melhores amigas na hora do combate, mas isso não significa que outras armas não tenham o mesmo efeito nas mãos do filho de Hefesto. Essa perícia permite movimento simples, para adaptar a espada ou qualquer outra coisa ao corpo do semideus.

Braço de Ferro: Naturalmente, filhos de Hefesto são fortes e bem desenvolvidos. Sua força é consideravelmente maior comparada a outros semideuses em mesmo níveis, a exceção das crias de Héracles. Não são muito ágeis.

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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Convidado em Ter Nov 04, 2014 2:20 pm



Avaliação




1. Ortografia

Sem erros, apenas de digitação - não retirarei pontos.



Nota: 10

2. Coerência/Coesão

Cuidadosamente, você conduziu seu treino bem.


Nota: 10

3. Tema

A interação com o suposto filho de Íris foi ótima, ainda mais na hora em que ele te "salvou" - Afrodite dando petelecos. O treino foi ótimo, nada a declarar.



Nota: 10

4. Organização

Separação de parágrafos perfeita. Escrita perfeita. Vou colocar seu avatar na minha lista de campistas que estão em observação. Irei observar seu ótimo desempenho.

Nota: 10

A média é 20, você tirou 20. Seu ganho foi de 150 XP. Reduções de 10 HP/EP e acréscimo de 100 dracmas.

Que os deuses a abençoem, pequena coruja.

Att por mim.




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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Norman Kwartes em Sex Nov 07, 2014 3:30 pm

Arena, treino da madrugada; 3h às 5h


Os dias no acampamento produziam resultados muito bons. Parei com minhas estranhas maneiras de tentar melhorar meu físico, pois ele responderia aos meus esforços de forma natural, não forçada. A amizade com alguns campistas se tornara forte, algo que me deixava feliz e diminuía gradativamente as saudades de minha antiga vida.

Acordei disposto a testar um novo tipo de treino na arena, o combate aos monstros. Nicholas ganiu baixo quando acordou e me viu trocando de roupa para ir até a arena. Coloquei uma calça jeans cinza e uma camisa azul junto de um casaco preto, pois a madrugada era cruel e gelada como a face de Quione. Pendurei meu chicote na cintura, coloquei a faca no bolso esquerdo da calça, e a espada na bainha do lado direito. O apito sempre estava em meu pescoço.

Andei tranquilamente pelo caminho já conhecido para a arena na companhia de meu simpático cachorro-fantasma. Observei um pequeno movimento na arena, justificável pois uma luz cinza como minha calça pairava pelo ambiente, sinal de tempestade. Deixei Nick na entrada e entrei na arena.

Andei para o canto esquerdo da construção, onde várias jaulas estava dispostas em linha. Um rapaz alto, forte e de cabelos castanhos e curtos que usava uma roupa camuflada, no estilo militar, me viu e acenou para mim.

- Quer treinar com essas belas criaturas? - o garoto claramente era filho de Ares, não apenas pelo porte físico, pois eu também tinha o meu, mas pelo brilho de seus olhos quando apontou para as jaulas e disse "criaturas" como se estivesse saboreando uma pizza.

- Sim - respondi de forma educada. - Qual o seu nome?

- James, e você? - o filho de Ares sorriu ao perceber minha mudança de assunto.

- Norman - respondi. - Tudo bem, vamos acabar logo com isso.

James aumentou o sorriso e tirou um controle do bolso de sua calça preta. O reflexo do aparelho batia em usa blusa vermelha de manga curta. Ele apertou um botão do pequeno controle e se afastou. Duas jaulas produziram um som agonizante e se abriram. Uma harpia e um licantropo cinzento saíram de lá.

O homem lobo rosnou para mim e avançou arranhando suas patas no chão. Seus olhos estavam tomados pela cor vermelha e seus dentes era afiados e feitos de prata. Desviei da primeira investida de meu inimigo e estalei o chicote na direção dele ante que o mesmo fizesse algum movimento.

O urro de dor do lobisomem me fez sorrir. A harpia não perdeu tempo e avançou para cima de mim com gritos agudos. Dei um soco forte da mandíbula do lobisomem e o deixei desacordado. A movimentação do ar nas minhas costas me fez abaixar por puro instinto. No mesmo instante ouvi um xingamento da harpia, que tentara me acertar com suas garras.

A mulher ave desceu um pouco para ficar igualada em altura e avançou com suas asas, que se transformaram em ferro e inúmeras penas voaram na minha direção. Por muito pouco desviei dos projéteis afiados. Um deles rasgou minha camisa e me casaco, deixando meu tronco parcialmente revelado.

- Desgraçada! - urrei e corri para cima de minha oponente. Quando cheguei suficientemente perto dela, encostei minha espada em seu ombro, sem cortar ou perfurar.

O simples toque fez a criatura arregalar os olhos e arquejar. Aproveitei a oportunidade para decapitar a harpia enquanto a mesma pousava com os olhos vidrados. Seu corpo virou pó. O lobisomem acordou do nocaute e rugiu para mim.

- Vocês não cansam, não é? - o licantropo cinzento urrou e se livrou de meu chicote que ainda o prendia. minha arma caiu a uns bons metros de distância e o monstro avançou na minha direção. Rolei para o sentido oposto e evitei o impacto do ataque do lobo.

Corri na direção de meu chicote e o apanhei, apenas no tempo de ver três garras prateadas na direção de meu rosto. Por um mísero segundo eu recuei meu corpo e o braço de meu inimigo continuou o percurso e saiu da rota que iria na minha direção.

Estiquei o chicote e lacei a tira de couro novamente no monstro. Desta vez mirei a cabeça e esperei o som dos dentes afiados de minha arma perfurarem a carne do inimigo. Com um movimento brusco puxei o açoite e a cabeça do lobisomem rolou para perto de meus pés. O corpo cinza e peludo tombou com os braços moles e antes de cair virou uma nuvem de pó dourado.

James olhou para mim em um canto perto de algumas armas de bronze e aprovou meu desempenho. Terminei o treino com um aceno de cabeça e corri para meu chalé. Entrei e fui direto para o banheiro do dormitório masculino para tomar um banho quente.

Depois disso, fui até o quarto coletivo e olhei para a janela ainda com uma toalha na cintura. O dia estava amanhecendo e os primeiros raios de sol banharam minha face. Como era bom estar naquele acampamento.

Armas usadas:
– Faca de bronze: Uma faca comum que pode ser capaz de ferir tanto mortais quanto criaturas mágicas.

— Ghost/ Espada : Espada de lâmina negra com um fantasma esculpido em pedra de turmalina. Ajuda no combate direto em lutas. A pessoa que for atingida sentirá o medo predatório das almas assim como a divindade fazia nos tempos de terra. [Presente de reclamação de Melinoe]

— Apito Avejão : Apito feito com bronze celestial, no assovio dos filhos de Melinoe invoca diretamente do Tártaro uma alma agoniada para ajuda-los, porém a alma só obedecerá o filho de Melinoe. A pessoa que for atingida por esta alma pode perder até 12% de seu HP. Pode ser ativado três vezes em tramas e uma vez em lutas ou treinos. [Presente de Reclamação de Melinoe]

— Açoite :Um açoite totalmente negro com três pontas. Cada ponta contém dentes afiados iguais aos de um javali e pode esticar-se na demanda do possuidor (somente o filho da divindade). A sucção do açoite permite o filho sugar os pedaços da alma do inimigo assim deixando ele lento com movimentos mais bruscos. Pode também retirar 50% da alma de monstros (apenas em 2 turnos) o ataque não intervém ao físico, mas sim ao espírito. [Presente de Reclamação de Melinoe]
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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Brian Collins em Sex Nov 07, 2014 10:39 pm

Treino com Arco



Corria desesperadamente pelo gramado do acampamento, tentando não escorregar na terra úmida. Não iria perder meu treino mais uma vez por culpa do sono prolongado. Podia imaginar Hipnos dando gargalhadas do filho de Nyx que mal conseguia organizar seu horário de sono, muito menos fazer diferença no mundo mitológico. Em uma última quase-escorregada, cheguei a tal Arena. Vários bonecos de palha e alvos se espalhavam pela planície verde e úmida.

Frente a frente a um alvo comum, agarrei a pedra preciosa que pendia da minha pulseira, a pedra se alongou transformando-se em um belo arco.

- Obrigado mãe – exclamei baixinho para ninguém escutar.

A arma pesava estranhamente em minhas mãos (era a primeira vez que usava um na vida). Peguei uma flecha mágica do arco, muito afiada. Segurando o arco com a mão esquerda, encaixei-a na protuberância de pedra amarela (devia estar com essa coloração por causa da minha ansiedade) feita para tal. Observei os arredores; vários filhos de Apolo e Afrodite acertavam em cheio o pequeno ponto do alvo. Observei com atenção os movimentos da prole do sol, tentando transferir-los para o arco que ganhara de minha progenitora. Com três dedos, puxei a corda um pouco abaixo da flecha; ela se esticou facilmente, já que o arco era projetado especialmente para mim (eu gostava de acreditar nisso). A corda próxima a meu rosto, tentava mirar no pequeno ponto preto. Era bom com ângulos, mas a falta de prática compensava isso. Soltei a corda, mas a liberação de energia fez minha mão tremer involuntariamente, mandando a flecha para fora do alvo.

-Merda...-  Soltei, baixo.

Tentei novamente, erguendo um pouco mais o cotovelo. Estiquei a corda, mirando novamente o centro do alvo. Soltei-a, e, com um pequeno esforço para manter o arco firme dessa vez; a flecha voou em direção a parte azul do alvo, cujo logo depois era a amarela, que continha o ponto central. Um sorriso involuntário se formou em meu rosto.

Com uma terceiro tentativa, o movimento parecia mais natural, e alinhei meu corpo um pouco melhor. A flecha rasgou o ar, com um alto zunido; a flecha acertara a parte amarela. Uma quinta tentativa, uma sexta, uma sétima, e a flecha continuara acertando o mesmo local. Estava suando, o braço que segurava o arco tremia, dificultando a mira. Estranhei ao perceber que, era na verdade o braço que erguia a estrutura de madeira que realmente se cansava.

-Ahn... menino de topete? -  Disse uma menina loira, provavelmente filha de Apolo, me surpreendendo um pouco.

-Oi?-  Respondi.

- O braço. Tá acompanhando o movimento da corda, isso atrapalha. Solta de uma vez -  Disse a garota, simpática.

- Ah, obrigado -  Disse, exprimindo um sorriso.

Secando a mão suada na calça, tentei novamente. Estiquei a corda um pouco menos, devido a dificuldade em manter o braço firme. Segui o conselho da garota, tentando soltar a corda subitamente. A flecha rasgou o ar, acertando, por pouco, o pequeno ponto no centro do alvo. Meu sorriso alargou. Estranhei ao perceber que a cria de Apolo ainda me encarava, observando meus resultados.

- Muito bem! -  Disse a menina, parecendo surpreso.

Depois de mais algumas tentativas, estava cansado demais para continuar. Na próxima tentativa tenho certeza que acertarei o pequeno circulo preto no meio do alvo. Deixei a Arena, me despedindo da garota loira; percebendo que nutria uma simpatia pela prole de Apolo.

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Arco negro: Garnet (pedra preciosa que muda de cor dependendo da emoção do seu dono) anexada em um pulseira de couro. quando retirada da mesma se transforma em um arco de 1 m de facil manuseio, suas flechas sao mágicas e suas cores variam do temperamento do seu dono.
Adendos:
 É meu primeiro treino espero que esteja tudo certo. A arma utilizada é meu presente de reclamação.
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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Nyx em Sex Nov 07, 2014 11:03 pm



Avaliação




1. Ortografia

Sem erros aparentes, mas uma verificada sempre ajuda



Nota: 10

2. Coerência/Coesão

Achei seu texto divertido de ler, confuso em algumas partes, mas eu consegui entender o seu intuito.

Nota: 9.0

3. Tema

Bom, a sua interação com a prole de Ares foi boa, o texto em sim foi bom e as lutas foram boas, mas como sempre digo melhorar é sempre bom



Nota: 9.0

4. Organização

Os parágrafos ficaram bons, mas atente a separação demasiada.
Lutas detalhadamente boas, nada a reclamar

Nota: 9.5

A média é 20, você tirou 20. Seu ganho foi de 150 XP. Reduções de 10 HP/EP e acréscimo de 100 dracmas.

Parabéns prole de Melinoe, continue assim

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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Nyx em Sex Nov 07, 2014 11:25 pm



Avaliação




1. Ortografia

Como o caso acima, sem erros aparentes, mas uma verificada sempre ajuda.



Nota: 10

2. Coerência/Coesão

Seu treino foi curto e preciso, mas foi interessante de ler

Nota: 9.0

3. Tema

Bom, a sua interação com a prole de Apolo foi moderada, poderia ter tido mais conversa entre ambos, mas não desqualificou seu texto.



Nota: 9.0

4. Organização

Os parágrafos ficaram bons, não tive nada a reclamar, mas atente ao seu template.


Nota: 9.5

A média é 20, você tirou 20. Seu ganho foi de 150 XP. Reduções de 10 HP/EP e acréscimo de 100 dracmas.

Parabéns minha prole, vou adicioná-lo aos campistas que estou de olho.

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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Annie Pearl em Sab Nov 08, 2014 11:35 pm


Treino de Arco e Flecha

Acabada.

Essa palavra descreve Annie neste momento.

Completamente cansada da viagem que fizera com as Caçadoras até o Acampamento Meio Sangue.

Decidindo relaxar um pouco, pegou seu arco e sua aljava, e foi em direção à Arena.

Chegando lá, muitos semideuses a estranharam. Principalmente meninos, mas o que mais chamou a atenção de Annie foi um loiro alto. Ele estava encarando-a, tentando olhar por trás da alma da Tenente-Caçadora. Lindo garoto, pensou. Mas sentiu seu colar vibrar, e rapidamente segurou-o, e desviou o olhar do misterioso. Seguiu em frente.

O treino era fácil. Um alvo à vinte metros na frente, outro à cinquenta metros ao lado esquerdo. Mais um à cem metros do lado direito, e outro atrás da Caçadora, à míseros cinco metros. Simples demais, fácil demais. E Annie acrescentou um desafio: acertar o centro dos alvos em um minuto contado mentalmente. Ei, nunca te disseram que as Caçadoras são perfeitas?

Um, dois, três, e... Annie sacou a flecha da aljava. Conseguiu - como sempre, é claro - o alinhamento perfeito da corda com a flecha, e soltou-a. A flecha foi embora a cinquenta quilômetros por hora ao encontro do alvo na frente da Caçadora.

Outra flecha, outro tiro perfeito de cinquenta quilômetros por hora em direção ao da esquerda, e o tempo passava rapidamente. Todas as flechas iam parar no exato centro. Sempre.

Quando os sessenta minutos acabaram, a prole de Íris contou o que fez: todos os centros com flechas, em trinta segundos.

Com o arco junto com a aljava, Annie saiu da Arena, ainda sendo observada pelo estranho rapaz.

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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Hipnos em Dom Nov 09, 2014 12:34 am



Avaliação




1. Ortografia
Erros de Pontuação e Acentuação.


Nota: 8

2. Coerência/Coesão

Seu treino foi curto e preciso, mas foi interessante de ler, mas se passou muito rápido.

Nota: 8

3. Tema

Gostei do fato de citar um pouco da trama, muito embora pudesse ter feito mais.



Nota: 6

4. Organização

Você deixou parágrafos muito curtos e com pouca informação.


Nota: 6

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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Scar fra Shoglhuctho em Dom Nov 09, 2014 10:15 am



treinos...

Os tutoriais de iniciação no Acampamento até que haviam sido úteis, Scar havia aprendido onde determinadas dependências ficavam localizadas, onde as pessoas iam treinar e os horários em que teria de rumar até o refeitório e – dessa forma – recuperar suas energias.

A garota sentou-se em sua cama observando atentamente o punhal que havia ganhado no dia anterior, era bonito e reluzente, dando-lhe lembranças da noite e a deixando mais confortável. Scar acendeu um cigarro e deu uma longa tragada levantando-se em seguida e saindo de seu refúgio em direção a arena, onde naquele momento soube que seria o primeiro de muitos outros treinos.

Andou por algum tempo até ouvir o tilintar de metal contra metal e saber que estava seguindo a direção correta. O cheiro de suor e o piso arenoso do lugar fizeram Scar torcer o nariz devido a péssima combinação que deixava o ar não só úmido mas também mal cheiroso. Quando recomeçou a andar, um sátiro – responsável pelos treinos no dia – a interceptou.

–– Perdeu alguma coisa aqui? –– A garota falou para o menino bode, que apenas revirou os olhos.

–– Venha comigo, tenho um bom boneco para seu treino com seu punhal.

Scar olhou novamente para a arma em suas mãos, deu de ombros e o seguiu. O boneco estava localizado em um local um pouco mais distante da arena, centralizado a diante de uma longa linha vermelha posta no chão. O garoto bode virou-se para a semideusa para falar-lhe as regras da brincadeira.

–– O boneco está protegendo a linha, deves passar para o outro lado desta, no entanto, seu amiguinho ali a está protegendo e fará de tudo para o impedir de conseguir. Para desativar o mecanismo do boneco, você deve derrubá-lo com seu punhal ou qualquer outro truque que tenha na manga. Boa sorte, garota.

Após explicar o que a jovem deveria fazer, o sátiro se retirou deixando-a ali novamente sozinha com seu punhal e seu cigarro quase no fim. Esta apagou o que restava e começou a estudar a estrutura do boneco. Ele tinha a cabeça comprida e rodeada por alguns sensores, seus ombros eram largos e robustos e sua base um pouco menor com duas roldanas que girariam em qualquer ângulo para impedi-la de atravessar. ”Fácil” pensou a garota, não sabia o quanto estava errada.


Girou o punhal em sua mão esquerda e aproximou-se do boneco que moveu-se em sua direção no exato momento. Para ganhar terreno, Scar recuou e lançou sua arma, em seguida, no boneco, fazendo-a acertá-lo nos seus braços. Quando sentiu firmeza, a  garota a puxou em direção ao chão lançando seu corpo para obter impulso, um erro. O boneco estava firme como uma rocha e nem chegou a se mover. Já a semideusa, por sua vez, caiu no chão ralando o joelho. Nesse momento o tronco do boneco se moveu e então deu três giros de 360º fazendo com que Scar – ainda segurando o punhal – também girasse ficando completamente suja de poeira.

Tossindo e com raiva, a garota levantou-se ajeitando o punhal em suas mãos – agora levemente machucadas devido a pressão – e afastou-se um pouco do boneco – que se aproximava – estudando-o atentamente. O próximo alvo pensado pela semideusa iria ser a cabeça, se conseguisse prendê-la e dessa forma arrancá-la, o mecanismo estaria no mínimo sem seus sensores para segui-lo e assim conseguiria passar numa boa.

Então a garota aproximou-se do boneco lançando-lhe a arma por entre os ombros e agarrando sua cabeça com o metal. O mesmo começou a sacolejar como um maldito touro arrastando a jovem semideusa pelo piso da arena e arrancando – dessa forma – risos de quem observava. Frustrada, soltou ao punhal e se levantou, fixando os pensamentos na estrutura do tal.

Foi só então que Scar percebeu que a base do boneco era consideravelmente mais frágil que o resto do corpo e seria exatamente ali onde ele teria de lançar seu punhal. No entanto, a probabilidade de errar era tão alta quanto a de acertar. Ignorando o pensamento, ela arrumou sua arma e a lançou para o boneco, que, desviou do golpe majestosamente. A garota praguejou e agora o boneco vinha em sua direção. Em um pensamento rápido, ela soube que teria de desviar a atenção do mesmo.

Lançou sua arma para um lado e seu corpo para outro, fazendo o boneco o seguir e então chutou sua estrutura quando este estava próximo o bastante e o enrolou com os braços e o punhal quando aproximou-se o suficiente puxando-o com todas as suas forças e o levando, finalmente, ao chão.

A garota sorriu com sua suada vitória e atravessou finalmente a linha vermelha. Ofegante, viu o sátiro aproximar-se sem surpresa alguma no olhar e dar-lhe tapinhas no ombro quando estava próximo o bastante.

–– Poderia ter sido bem melhor, mas, parabéns.

Ele saiu com um irônico sorrio entre os lábios, deixando uma furiosa filha de Hipnos para trás. Quando viu que o garoto bode estava longe o suficiente, Scar caminhou lentamente de volta ao seu chalé, onde tomaria um bom banho e iria preparar-se para o segundo melhor momento de seu dia: comer.
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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por  em Dom Nov 09, 2014 10:28 am



Avaliação




1. Ortografia

Bom, Scar, não achei muitos erros. Só algumas coisas de digitação que podem sempre passar por uma revisão antes da postagem.


Nota: 10

2. Coerência/Coesão

Como eu disse no post anterior, sua postagem foi muito boa, só um erro ou outro de digitação, mas nada gritante. O treino em si foi bem detalhado e tudo nele ficou bem estruturado


Nota: 10

3. Tema

Narração muito boa, meus parabéns. Gostei dos detalhes colocados em todos os cenários. A interação com o sátiro foi bem engraçada, gostei bastante. Esse treino com um boneco me surpreendeu, nunca tinha pensado nessa possibilidade, o que conta vários pontos positivos para você.



Nota: 10

4. Organização

Parágrafos bem descritos e estruturados, um bom caminho para evoluções futuras. Só uns dois errinhos bobos de digitação, mas não resultaram em nenhuma nota baixa, parabéns!

Nota: 10

Bom, como a média é 20, você tirou 20. Seu ganho foi de 150 XP. Reduções de 10 HP/EP e acréscimo de 100 dracmas.

Sinta a música de Pã.

Att por mim.



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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Scar fra Shoglhuctho em Seg Nov 10, 2014 8:32 am



treinos...

Scar descansava em seu chalé, estava olhando para o teto com as mãos em sua nuca quando um sentimento de irresponsabilidade lhe bateu o peito. Sentia-se como uma vagabunda, sem fazer nada. Estava na hora de erguer-se de seu descanso e ir treinar. Com um suspiro, foi isso que ela fez.

Olhou para dentro do baú que encontrava-se ao lado de sua cama e dali retirou seu punhal e uns dardos que guarrdava, que, por mais inofensivos que parecessem, quando bem utilizados, poderiam causar danos.

Caminhou lentamente por entre os chalés apreciando a visão do que via, gostou bastante do que viu no de Afrodite mas decidiu que ficar ali parada olhando para as belas semideusas não fariam com que suas habilidades se aprimorassem.

Chegou na arena pouco depois e foi diretamente a procura de um bom monstro quando uma grande mão pousou em seu ombro.

-– Está perdida? – Quíron falou com ar brincalhão.

-– Dessa vez vim para treinar. – Disse simplesmente.

-– Tenho algo para você.

O centauro a conduziu a uma ala especial e quando a abriu, uma espécie de dois guerreiros saíram dali. Cada um possuía vestimentas gregas e estavam segurando lanças. Seus cabelos eram cortados em formato de cuia, o que seria engraçado se eles não fossem tão amedrontantes.

-– Eles são Daemons, espero que se divirta com eles. –- O centauro sorriu e deu as costas saindo dali.

Quando Scar voltou a olhar para os guerreiros, eles já corriam em sua direção com uma expressão de divertimento. A semideusa sacou seus dardos, os segurando entre o indicador e o dedo do meio enquanto o polegar ajeitava a ponta, para ficar bem na mira.

Mirou no daemon da esquerda e soltou o dardo que desferiu um arco até acertar a coxa do mesmo, que se curvou e agarrou-a. O outro daemon vinha em sua direção com mais velocidade, não a possibilitando lançar um dardo. Scar colocou rapidamente os outros de volta na cintura e puxou seu punhal abrindo caminho e correndo em direção a criatura.

A lâmina conseguia ferir a pele do mesmo a cada giro e arco que a garota desferia, parecendo agilizá-lo cada vez mais assim como penetrar na carne com mais força a cada rodada. O daemon ergueu sua arma e tentou desviar do golpe da prole de Hipnos, o metal ricocheteou no metal e dessa forma acabou cortando uma parte da carne da semideusa, próxima ao ombro. Em um ato de reflexo impulsionado por seu sistema nervoso, Scar soltou o punhal e levou a mão ao ferimento, deixando seu lado esquerdo a mostra e dessa forma o daemon a atingiu do outro lado.

A outra criatura – já recuperada – começou a correr em direção a ambos e a prole de Hipnos logo soube que não poderia ficar ali parada para sempre. Com o punhal - novamente em sua mão-, a garota desferiu um arco no daemon que se encontrava a sua frente o ferindo no abdômen e fazendo-o recuar um pouco, mas, o outro já estava muito próximo e Scar não teve tempo de puxar seus dardos. Abaixando-se com agilidade, ela pegou um outro e o lançou desferindo dois arcos - um do dardo e outro do punhal - ao mesmo tempo enquanto se afastava ganhando espaço entre o monstro que havia atingido com o dardo um pouco atrás.

Então, em um de seus arcos rápidos, conseguiu acertar o braço dele puxando para parte do peito. O daemon se irritou com a dor e com sua lança – ignorando o ferimento – correu na direção da semideusa desferindo um arco baixo cortando a coxa de Scar. Com um gutural, a prole de Hipnos sacou os dardos e rapidamente lançou-o na cabeça do oponente, o acertando no olho. Dessa forma, girou o punhal o decapitando. Este, se desintegrou em pó no mesmo instante.

Quando abaixou o punhal – esquecendo-se momentaneamente do outro – a garota sentiu um grande corte em suas costas e então virou-se dando de cara com o outro daemon. Frustrada, ergueu novamente seu punhal e começou a desferir arcos desesperados em todos os ângulos e direções atacando o oponente a sua frente.

Ele parecia estar mais rápido que antes, ou, Scar deveria estar mais cansada. Conseguiu desviar da maioria dos golpes que foram desferidos e aproveitou a prole de Hipnos ofegante para lhe atingir novamente no ombro abrindo outro corte. Dessa vez, a garota ignorou a dor e se aproximou mais da criatura usando seu poder para causar dor. Em uma abertura feita pelo daemon, Scar encostou sua mão no pulso do mesmo e assim sua habilidade estava concretizada. A dor foi instântanea e fez o mesmo recuar.

Com o espaço aberto, Scar ajeitou um dardo em sua mão, mirou e então atirou na cabeça da criatura fazendo com que esta se afastasse, no momento seguinte, girou o punhal o decapitando, ele também havia se desintegrado.

Suspirando e ofegando, ela olhou a sua volta a procura de Quíron. O centauro estava em um ponto um pouco distante aproximando-se dele e batendo palmas.

–- Muito bom, agora tente não ficar sem fazer nada, pois, um semideus enferrujado não vale de nada. – ele sorriu e Scar assentiu.

Quando o centauro deu as costas, ela caminhou em direção a seu chalé com o sangue escorrendo de seus ferimentos e fazendo uma careta de dor. Era fato: após um banho tinha de ir a enfermaria.
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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Ártemis em Seg Nov 10, 2014 11:30 am



Avaliação




1. Ortografia

Não encontrei erros de grande relevância ou que prejudicassem a leitura, provavelmente apenas pequenos deslizes cometidos ao digitar o que é normal em textos extensos e elaborados.


Nota: 10

2. Coerência/Coesão

Realmente gostei do vi quanto a esse quesito, saliento novamente que não encontrei erros que tirassem o brilho de sua narração. Parabéns.


Nota: 10

3. Tema

Adorei seu treino, muito bem detalhado, a escrita ficou gostosa de se ler. A forma como elaborou o treino ficou divertida e emocionante dando um gostinho de quero mais.



Nota: 10

4. Organização

Parágrafos bem descritos e estruturados, apesar do template ter me deixado um pouco confusa as vezes. Não vejo erros ou motivos para despontua-la nesse quesito.

Nota: 10

Bom, como a média é 20, você tirou 20. Seu ganho foi de 150 XP. Reduções de 20 HP/EP e acréscimo de 100 dracmas.

Boa sorte e continue a assim.

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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Convidado em Ter Nov 11, 2014 9:12 am



treinando..
and ever, ever and ever…

Havia acabado de acordar com o sol batendo em sua face e revelando-lhe que já amanhecera, não que ele não soubesse ao olhar para o ciano que o céu estava portando, mas, o calor do grande astro fazia toda a diferença.

Espreguiçou-se na cama e logo se levantou percebendo que era o único ainda presente em seu chalé. Tom - seu irmão - deveria ter saído para fazer suas atividades matinais, Czar não ia ficar atrás disso. Foi até o banheiro e ali tomou um rápido banho tirando de seu corpo toda a morbidez da noite anterior. Quando saiu dali vestiu-se com uma regata branca e uma bermuda preta. Pegou sua faca e pôs na cintura, sua cobra o seguia de perto. Czar saiu então do chalé caminhando em direção a arena, onde treinaria aquela manhã.

Os campistas o olhavam conforme ele passava por entre os chalés, ele não sabia bem o porquê mas desconfiava o fato devido ser o novato. As pessoas demoram a confiar em pessoas vindas de fora, ele esperava que não fosse assim para sempre. Não tinha muito interesse em amigos, mas, eles sempre eram bem vindos.

Czar conseguiu sentir a presença da arena bem antes de vê-la. O cheiro o embriagou. Sangue, suor, terra batida. Uma ótima combinação e que o lembrava os filmes de luta que seu pai gostava de assistir. O garoto revirou os olhos ao lembrar-se e continuou andando até avistar a construção. Ela era dividida em áreas onde vários campistas se viam fazendo tipos diferentes de treino.

-- Nymeria, fique aqui, irei me alongar.

A cobra, como em entendimento, parou de segui-lo e esticou-se com a barriga voltada para cima, tomando sol... Czar pensou.

O garoto começou alongando seus braços e pernas, esticando-os bem até sentir seus tendões contraídos. Quando fez isso, começou a correr em volta da arena, para que seu sangue e corpo começassem a esquentar, ele adorava correr, era uma de suas atividades preferidas.

Czar estava distraído pensando em muitas coisas, uma delas, a morte de seu irmão bem em frente ao Acampamento. Ele se amaldiçoou por não ter sido o escolhido, seu irmão estaria agora ali, em seu lugar. O garoto não sabia quanto tempo levaria até acostumar-se com a falta do outro, talvez nunca e tudo havia sido sua culpa. Sua corrida e pensamentos foram interrompidos por um segundo elemento que se pôs a frente dele, fazendo-o parar.

-- Bom dia, Czar. -- O filho de Ares, Phillipe, falou.

-- Oi, Phil.

-- Não acha que já correu demais? -- Ele apontou para o trajeto feito pelo mesmo e Czar pôde perceber que havia quase dado uma volta completa na arena.

-- É, parece que sim.

Phillipe parecia simpático para uma prole de Ares, que, geralmente eram brutas e sem paciência. O mais velho o conduziu até uma área que Czar não havia notado antes. Parecia uma academia de luta, tinham sacos, obstáculos, halteres, dentre outras coisas.

-- Vamos começar.

Phillipe o conduziu até o saco de areia e parou de frente para Czar, onde ajudou-o a enrolar suas mãos com faixas brancas, para que quando fosse socar o saco de areia não se machucasse tanto.

-- O primeiro se chama Job. Para lançar um job, arremesse seu punho esquerdo à frente numa linha reta, girando seu braço para dentro até que ele chegue à extensão máxima. Imediatamente recolha seu punho de volta para perto de seu queixo.

Phillipe virou-se novamente para o saco e ficou revezando entre posição de guarda e o tal golpe. Quando viu o que tinha de fazer, a prole de Deméter assentiu e caminhou até o saco imitando o outro. O job tratavasse de um golpe frontal com o punho que está a frente na guarda (no destro, a mão esquerda). Não é tão potente, mas é muito eficaz e rápido. Embora seja geralmente usado para afastar o oponente, para medir a distancia, ou como preparatório para outro golpe (ou contra-golpe). o Job é um soco rápido e de grande alcance que. Vai ser o soco mais usado, e mesmo sendo um dos socos mais fracos, pode lhe ajudar a ganhar por pontos se não colocar o oponente a nocaute. Vários jobs podem eventualmente esgotar o oponente. Czar parecia divertindo-se, quanto mais socava o saco de areia, mais velocidade ambos adquiriam e ficava mais fácil bate-lo. Mas então, Phillipe o interrompeu para ensiná-lo outro golpe.

-- Para o direto de direita, comece com o seu punho direito quase tocando seu queixo, cotovelo perto das costelas. -- Ele foi falando e mostrando no saco de areia -- Conforme você explodir o braço à frente, reto, gire o lado direito de seu quadril à frente até que a perna direita fique reta, com a parte da frente do seu pé direito no chão. Lance o soco e volte à postura básica em um único movimento.

Czar posicionou-se frente ao saco de areia com as instruções martelando em sua mente. Golpe frontal com o punho que está atrás na guarda (quem é destro luta com a mão canhota a frente e vice e versa, logo o direto é dado com a mão que se têm mais força). É um golpe muito rápido e forte. Esse golpe é útil para minar a defesa do oponente. O poder vem de uma rotação dos ombros a 90º, enquanto que a posição do punho gira a 180º, trazendo o ombro dianteiro até à guarda junto ao queixo. O garoto começou a fazer o que o outro havia mandado, fazendo o saco dançar para a esquerda toda vez que o acertava.

-- Para o gancho de esquerda, impulsione seu cotovelo para cima de maneira que seu antebraço fique paralelo ao chão e então solte o soco, usando somente seu corpo. Gire o tronco, começando das pernas e indo até os ombros, colocando toda a força no gancho.

Golpe de curta distância, executado com um rápido movimento de braço da esquerda para a direita (ou vice-versa) em uma linha reta em direção ao rosto do oponente, mas também pode ser dado na linha de cintura (nas laterais da cintura) e é chamado de cruzado ao tronco. Czar teve um pouco de dificuldade para fazer tal golpe, mas, a partir do segundo que pegou o jeito da coisa, tudo ficou mais fácil e o saco voltou a dançar.

O garoto estava empolgado e querendo aprender mais, porém Phillipe o parou e mostrou-lhe suas mãos, cobertas de sangue sobre as faixas. Ele tomou um susto pois não havia visto.

-- Vá até a enfermaria, por hoje está bom.

A prole de Deméter assentiu e foi de encontro a sua cobra, que, quando percebeu que ele estava indo para fora da arena, tratou de segui-lo.

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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Circe em Ter Nov 11, 2014 11:00 am



Avaliação



Antes de qualquer coisa devo eu avisar que, meu modo de avaliação não é exatamente igual aos de outros avaliadores por conta de uma certa complicação pessoal que já se foi revista com a Staff geral. Meu desejo além de lhe colocar as devidas "Notas" é lhe dar sugestões construtivas que poderão lhe ajudar em futuras narrações, portanto, qualquer dúvida ou crítica no que for colocado logo a seguir deverá ser revisto somente com minha pessoa, ou seja, estarei livre para eventuais consultas seja por MP ou por meios pessoais.
Sem mais delongas, vamos para a santa avaliação....
Avaliação Geral - Czar, Cria de Deméter

Vou ser bem sincera, seu treino foi relativamente bom para um personagem recém chegado e que esta começando a lidar com a "nova vida" agora. Sua ideia em colocar um NPC ajudando o seu personagem na arena foi boa e normalmente não vejo em treinos iniciais, portanto, dou parabéns pela iniciativa. Você foi bem descritivo, mas não ficou enrolando centenas de anos para chegar ao ponto que realmente interessava tornando assim um leitura não muito longa e um tanto gostosa de ser feita, além de relatar alguns pontos da trama pessoal de seu personagem que certamente irei acompanhar e ficar atenta para saber se esta realmente a seguindo.
Normalmente não sou muito fã de narrações em terceira pessoa, mas ficou muito bom o texto dessa forma. No geral, não encontrei erros escandalosos que pudessem lhe prejudicar em uma boa avaliação, vi apenas erros de digitação quase imperceptíveis que volto a dizer, não prejudicou em nada. Como eu já esperava, teve começo,meio e fim, portanto, algo bem elaborado.
Continue assim cria de Deméter e você vai longe!


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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Polo fra Goldworthy em Sab Nov 22, 2014 5:02 pm

no pain, no gain

O dia estava nublado, dava para sentir-se no ar que algo estava por acontecer. O que Polo fez? Nada. O garoto não tinha vontade de fazer absolutamente nada. Ficar deitado seria melhor, seria melhor tentar esquecer tudo o que havia acontecido. Ágatha. Ele não conseguia tirar a cena da cabeça. Sua amada com um homem imundo por cima, fazendo coisas indevidas naquele vagão. Ele fechou os olhos e lembrou-se do sangue em suas mãos. O sangue dela. O coração dela ainda pulsante.

Polo levantou-se rapidamente e então passou as mãos por seu rosto, tentando limpar o suor que escorria ali.

— Será que as memórias nunca me deixarão em paz? — Falou para si mesmo.

No Acampamento o jovem tinha uma irmã, Juliet, e, ao que parecia, ela não gostava dele, evitava ficar perto do mesmo. Será que aquilo dava-se pela aura fria que o mesmo liberava? Polo deu de ombros e levantou-se indo ao banheiro tomar banho. A água fria batia de encontro ao seu rosto e ele fechou os olhos tentando deixar com que toda aquela retirasse as lembranças que o atormentavam, logicamente isso não funcionou.

Quando desligou o chuveiro ele enxugou-se e vestiu uma camisa negra com uma calça jeans, também escura. Foi até sua cama onde - em um baú que ficava ao lado da mesma - guardava seus novos pertences: algumas roupas, comida e armas. Ele pegou seu par de adagas e um cinto que continha quatro facas, cada uma de material diferente. Ele sentia-se um pouco como os arqueiros das histórias que havia lido um tempo atrás, mas logo lembrou que não tinha nenhum arco, um pensamento infantil e que precisava ser esquecido.

***

A arena estava vazia, por incrível que pareça. Ou simplesmente por ser a hora do almoço. As pessoas podiam usar todo o tempo do mundo para treinar, mas, algo que elas não abriam mão era das refeições. O garoto caminhou até onde três bonecos estavam parados. As criaturas pareciam o observar quando ele se movia, com aquelas órbitas vazias e negras.

A prole de Athena não se intimidou. Sacou duas de suas facas, segurando-as pelo gume. Elas eram, respectivamente, feitas de ouro e bronze. O ouro, embora pesado, era maleável, e, portanto, poderia perfurar superficies mais leves. Já o bronze, um metal mais leve e com uma dureza elevada, poderia perfurar materiais mais duros e espessos. O garoto encarou o primeiro boneco, colocou a primeira faca - de ouro - entre dois dedos: o indicador e o polegar, e então ergueu seu braço deixando com que a lâmina estivesse apontando para o lóbulo de sua orelha. Suspirou e contou até três, lançando a arma em seguida.

A faca fez um arco perfeito e então atingiu a cabeça do boneco, cortando sua bochecha e caindo no chão em seguida. O arremesso havia sido um fracasso, deveria penetrar a faca na testa do mesmo e dessa forma "matar" o oponente. Claro, ele precisaria ser humanóide para isso. Não dava-se para matar um monstro de grande porte com apenas um arremesso.

O garoto fez o mesmo com a outra faca, a de bronze. Ergueu seu braço deixando a ponta voltada para o lóbulo e então arremessou. No momento em que a faca descrevia um arco, ele sentiu o chão tremer. Os olhos do boneco acenderam bem no momento que a faca atingiu sua testa. Ele simplesmente olhou para cima e a tomou para si, agora estava vivo e armado. Um autômato.

A prole de Athena deu um sorriso negro sentindo o frio que a consumira na noite no trem tomar conta de seu corpo novamente. Certo que ele deveria tentar se controlar mas simplesmente não conseguia pensar em mais nada se não matar. Sacando uma de suas adagas, a prole de Athena correu em direção ao boneco erguendo seu braço em um ângulo de 140 graus e então arremessando o braço em diagonal, que, foi rebatido pela faca que estava na mão do boneco.

Ele então aproveitou a brecha deixada por Polo e o atingiu na coxa. A prole de Athena ergueu a perna e levou uma de suas mãos ao ferimento, deixando o lado direito desprotegido. Sendo assim o boneco aproveitou e o atingiu no braço. Ele grunhiu e segurou mais firme a adaga sacando a outra e as deixando em forma de X diante do peito para se proteger de novos arcos que pudessem ser desferidos pelo autômato.

Apoiando as pernas em paralelo ele correu em direção ao outro, e, com intervalo de um após outro, golpeou o boneco fazendo com que cortes surgissem em toda sua estrutura de palha. O boneco fez algo que mais pareceu uma risada e então seus olhos ficaram verdes de repente.

— Fogo grego!

O garoto se agachou bem no momento em que o boneco lançou o dito, queimando os outros dois bonecos em labaredas intermináveis. Polo ergueu-se e aproveitou a brecha deixada pelo boneco naquele momento para o atingir. Uma de suas adagas partiu a perna do boneco em duas e Polo se afastou. O que aconteceu a seguir realmente o deixara preocupado. O boneco simplesmente se reconstruiu.

— Mas que merda! — Ele falou erguendo a sobrancelha.

O boneco se aproximava dele apontando a faca para seu peito, sua boca costurada parecia emitir um sorriso. Polo tentou recuar e logo sentiu o calor das chamas atrás de si, tendo assim uma ideia genial. Tentou fazer uma espécie de jogada de corpo para a direita, que foi impedida pelo boneco, então, rolou para a esquerda já que o outro estava ainda recuperando-se.

Agora que estava livre da linha de fogo, aproximou-se do boneco e chutou seu abdômen, fazendo-o perder o equilíbrio e pender para trás. Com um chute giratório para a direita, o garoto conseguiu retirar a faca das mãos do boneco e o lançar de encontro ao fogo, fazendo com que sua frágil estrutura queimasse.

Polo se abaixou para pegar suas facas e quando ergueu sua vista ainda pôde ver os olhos vermelhos do boneco brilhando. Havia sido apenas um, no entanto, o primeiro de muitos.


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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Melinoe em Sab Nov 22, 2014 7:06 pm



Avaliação



É foi um treino bom maioria do tempo me senti envolvida, porém poderia ter atingido o além... Não vi muitos erros e a organização do texto fora inspiradora. Quero ver mais visitas suas aqui, seus posts são bons de se ler.  

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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Phillipe Zoom em Dom Nov 23, 2014 1:43 am



06:00 às 08:00 – Treino matinal: Tiro ao alvo.greetings?r

Mal o dia havia nascido e a prole de Ares já estava fazendo sua corrida matinal ao redor do acampamento, trajando apenas uma bermuda e usando um fone de ouvido ele parecia não ligar para o olhar de certas filhas de Afrodite ou de ninfas que gritavam coisas indecentes para o jovem.
Quando havia completado com sucesso seus cinco quilômetros ele continuou sua corrida, dessa vez em direção á arena, havia ganho um arco que era diferente dos comuns quando ingressou nos mentalistas de Psiquê e ele aprenderia a manejá-lo não importando quanto treino precisasse fazer.
Observou alguns campistas (prováveis filhos de Athena ou Apolo) atirando contra alvos a média distância, puxando um colar de serpente de dentro do bolso da bermuda e transmutando-o em um arco de titânio ele se aproximou de uma campista que parecia controlar a distribuição de flechas. Ela sorriu para ele e estendeu um balde com cerca de 50 flechas.
Parando a cerca de 30 metros do alvo, ele puxou uma flecha e encaixou no arco. Devido a sua grande envergadura o arco estava difícil de ser controlado e o primeiro tiro passou longe. Colocou outra flecha, dessa vez o tiro passou mais perto mas ainda errando o alvo. Respirando fundo para controlar a frustração crescente colocou outra flecha no arco e disparou novamente, a flecha acertou a beirada do alvo mas com força insuficiente para fincar.
Sua mão apertou com raiva o material do arco e ele estava pronto para xingar em alto e bom som quando sentiu um par de braços tocar seus ombros. -O arco tem que trabalhar como uma extensão de si. Você parece ter a força necessária para curvar o arco, a única coisa que precisa é saber controlá-lo. Falou ela assinalando para ele preparar outro tiro.
Esticou o arco e quando ia atirar sentiu uma mão bater em seu queixo, a garota ergueu o cotovelo dele para a altura da bochecha inclinou o arco 15˚ em relação ao outro cotovelo. -Deve sempre levar em conta a resistência do ar. Se isto estiver certo, a flecha acertará onde você quiser. Disse se afastando o suficiente e dando um sinal de cabeça para que ele atirasse.
Respirando fundo e se concentrando no centro do alvo, ele atirou e fechou os olhos abaixando o arco. Ouviu algumas palmas e abriu os olhos, ao olhar para o alvo, viu sua flecha na mosca. Seus ombros relaxaram e ele deu um sorriso para o nada, feliz com a realização de um tiro bom.
Ele começou a atirar, mudando a distancia e a velocidade. Após as 50 flechas se esgotarem ele transformou o arco em colar novamente e colocou no bolso. Jogando um pedaço do cabelo que teimava em cair sobre a face, ele caminhou até os alvos com o balde em mão e começou a recolher as flechas caídas e as flechas presas.
Voltei até o balcão com a garota que havia me ajudado e entreguei as flechas, ela me sorriu e deu um papel com o nome e o numero do chalé, que joguei na primeira fogueira que vi ao sair da arena.
ARMAS UTILIZADAS:
♦ Arco – Feito de titânio e entalhado com desenhos de serpentes cobertas de pedras d’água. O arco é resistente e pode ser perfeitamente manuseado pelos mentalistas. Trasmuta-se em um colar com a serpente desenhada.


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Re: A arena do Acampamento.

Mensagem por Melinoe em Dom Nov 23, 2014 1:53 am



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É foi um treino bom maioria do tempo me senti envolvida, porém poderia ter atingido o além... Não vi muitos erros porém tinha uns que conturbaram-me, mas a organização do texto fora inspiradora. Poderia tentar uma arma diferente e desleixar o arco de lado não acha? Bom, ficarei no aguarde de uma evolução. 

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Re: A arena do Acampamento.

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